Trabalhar remotamente e ser pago em dólar deixou de ser um sonho distante. Em 2025, com a popularização das plataformas internacionais e a valorização do real frente a outras moedas, cada vez mais brasileiros estão conquistando autonomia financeira oferecendo seus serviços para fora do país — direto do sofá, de um café ou de uma cidade pequena no interior.
Mas, como toda mudança estrutural, esse movimento exige preparo, estratégia e atenção. Neste artigo, reunimos tudo o que você precisa saber para começar (ou melhorar) sua trajetória no trabalho remoto internacional — incluindo onde buscar oportunidades, como montar um perfil competitivo e o que considerar para evitar ciladas.
Por que ganhar em dólar?
Além da cotação mais favorável para quem vive no Brasil, trabalhar em dólar representa:
- Acesso a projetos de maior valor agregado
- Diversificação de clientes e experiências
- Mais liberdade para trabalhar de onde quiser
- Melhor controle sobre o seu tempo (e renda)
Se você já atua de forma remota, pode ser hora de dar o próximo passo e expandir seu alcance.
As principais plataformas para trabalhar em dólar
💼 Upwork
Uma das plataformas mais sólidas do mercado. Permite buscar projetos por categoria e aplicar com propostas personalizadas.
Prós: pagamentos protegidos, reputação global, variedade de áreas.
Contras: alta concorrência e taxas sobre o valor recebido.
🧠 Toptal
Voltada para profissionais de alto nível (desenvolvedores, designers, gerentes de produto, etc). O processo seletivo é rigoroso, mas os pagamentos são excelentes.
Prós: projetos consistentes, clientes grandes.
Contras: exige fluência em inglês e portfólio forte.
✍️ Contra, Workana, Freelancer.com
Outras opções viáveis, especialmente para quem está começando.
Prós: fácil acesso, menor exigência inicial.
Contras: valores mais baixos e taxas variadas.
🔎 Remotar
Se a ideia é trabalhar com empresas que contratam de forma remota no Brasil e no mundo, a Remotar é uma das melhores portas de entrada. Além de curadoria de vagas, a plataforma traz conteúdos atualizados e éticos, com oportunidades reais e sem promessas milagrosas.
Dica: use filtros de idioma e moeda quando for buscar vagas em plataformas internacionais.
Como montar um perfil atrativo (mesmo começando agora)
- Escolha um nicho claro: evite perfis genéricos. Especialize-se em uma área, mesmo que seja dentro do amplo universo do marketing, design, tecnologia, escrita ou suporte.
- Capriche no portfólio: mesmo que seja pequeno, mostre projetos com clareza. Inclua resultados, processos e contexto.
- Tenha um bom pitch em inglês: muitos clientes vão querer uma apresentação direta, clara e confiante. Use IA como ponto de partida, mas revise com atenção.
- Peça recomendações: mesmo de colegas ou antigos gestores. Reforçar sua confiabilidade vale muito nesse mercado.
- Seja consistente: perfis que aplicam com frequência, mantêm presença e entregam com qualidade são mais bem ranqueados pelas plataformas.
Atenção aos riscos e armadilhas
Nem tudo são flores. Trabalhar remotamente para o exterior também envolve desafios — e estar ciente deles te coloca um passo à frente:
- Cuidado com golpes: nunca aceite trabalhos fora da plataforma antes de estabelecer confiança. Não pague para aplicar.
- Entenda as taxas: plataformas como Upwork e Freelancer cobram até 20% por projeto. Calcule bem seu valor.
- Preste atenção ao câmbio e ao recebimento: use ferramentas como Wise ou Payoneer para evitar taxas abusivas e agilizar o recebimento.
- Tributação e formalização: se você trabalha com recorrência, pense em regularizar sua atuação com um contador. Há opções específicas para quem recebe do exterior como PJ.
E quanto à rotina?
Trabalhar para fora também pode influenciar seu fuso, ritmo e comunicação. Dicas:
- Estabeleça horários claros (e respeite os seus limites)
- Alinhe expectativas desde o início do projeto
- Use ferramentas como Notion, Slack e Google Calendar para organizar entregas e reuniões
- Cuide da saúde mental — a liberdade também exige equilíbrio. (Falamos mais disso no artigo sobre saúde mental na vida nômade)
Ganhar em dólar não é privilégio de poucos. É estratégia, posicionamento e consistência. E pode ser um passo importante para quem deseja viver com mais autonomia, seja trabalhando de casa ou rodando o mundo com o computador na mochila.
Não existe fórmula mágica, mas existe caminho — e ele começa por um perfil bem feito, um primeiro projeto entregue com dedicação e um olhar atento às oportunidades certas.
E se precisar de uma curadoria confiável para começar, passa na Remotar. A casa é nossa — e o mundo, também.

