O trabalho remoto segue se consolidando no Brasil, mesmo após a fase crítica da pandemia. Modelos híbridos ganham força, profissionais relatam mais produtividade e muitas empresas estão readequando suas políticas. Neste artigo, trazemos dados recentes que mostram como o trabalho remoto evoluiu em 2025, setores que se destacam nessa mudança e respostas reais dos colaboradores e das organizações.
Quantos brasileiros hoje trabalham remotamente?
Segundo o IBGE, 9,5 milhões de pessoas trabalharam remotamente em 2022: um aumento significativo desde 2021.
Esse número representa um movimento contínuo e crescente, com mais trabalhadores fora dos grandes centros e em municípios menores, impulsionando o desenvolvimento regional.
Produtividade, preferência e modelos de trabalho
- Quase metade dos profissionais brasileiros (48,6%) afirmam produzir mais trabalhando de casa.
- Apenas 19,9% executam suas atividades de forma totalmente remota, enquanto 37,8% já trabalham em modelo híbrido e o restante (43,2%) são presenciais.
- Quando perguntados, 27% preferem trabalhar dois dias por semana em casa, com 24,3% querendo ser totalmente remotos e 21,6% desejando três dias
A visão das empresas sobre o modelo híbrido
- 67% das empresas já implementaram modelos híbridos ou flexíveis de forma permanente.
- Em geral, o esquema é dois ou três dias em home office por semana.
- A adoção do trabalho remoto como estratégia de atração de talentos ainda é tímida: 64,8% das empresas não consideram o nômade digital aplicável, enquanto 16,8% já cogitam e 11,1% planejam adotar esse formato.
- O bem-estar do colaborador também está no radar: mais de 90% das empresas já oferecem ou pretendem implementar programas de saúde física e mental.
Atitudes recentes das empresas
- Mesmo diante da alta produtividade, algumas empresas estão reduzindo os dias de home office. A Korn Ferry descobriu que 61% das empresas preferem apenas dois dias semanais de home office.
- Mudanças nas políticas estão acontecendo: 27% das empresas alteraram suas práticas de trabalho remoto no último ano, sendo que 86% dessas reduziram os dias permitidos.
- Isso reflete a tensão entre a cultura empresarial tradicional e as expectativas de flexibilidade dos profissionais.
Setores com maior expansão e tendências emergentes
- O interior do país vem ganhando protagonismo: o home office permite inclusão e qualificação profissional em locais como Aracati (CE), Mossoró (RN) e Arapiraca (AL).
- O setor de recursos humanos segue liderando políticas de flexibilidade, com 67,3% dos respondentes em RH confirmando modelos híbridos permanentes.
O trabalho remoto no Brasil vem se movendo para modelos mais híbridos e flexíveis, impulsionado por produtividade, busca por qualidade de vida e o desenvolvimento de regiões fora dos grandes centros. Embora empresas comecem a conter dias remotos, o caminho é de adaptação e refinamento, e o futuro já aponta (mesmo que lentamente) para práticas mais equilibradas e sustentáveis.

