Era uma terça-feira de tarde e eu já estava há mais de duas horas diante da tela, pulando de aba em aba, com a sensação de que nada avançava. A cabeça cansada, os ombros duros e aquela culpa familiar: “Eu devia estar produzindo mais”. Foi nesse momento que decidi transformar minha rotina num laboratório: durante 30 dias, testaria cinco métodos diferentes de pausa para descobrir se dava para trabalhar menos tempo seguido e ainda assim render mais.
Como organizei o experimento
- Duração: 30 dias
- Métodos testados: cinco, cada um por seis dias consecutivos
- Métricas avaliadas: nível de energia, foco, sensação de descanso, facilidade de aplicação
- Ferramentas usadas: planilha de registro diário e app de timer para cada técnica
Método 1 – Pomodoro (25 min de foco / 5 min de pausa)
Como funciona: Técnica clássica que alterna blocos curtos de trabalho com pausas rápidas.
Minha experiência: Ótimo para tarefas curtas e objetivas, mas interrompia meu fluxo criativo em trabalhos mais complexos.
Prós: Mantém energia alta; fácil de seguir.
Contras: Pode fragmentar atividades profundas.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆
Método 2 – 90/15 (90 min de foco / 15 min de pausa)
Como funciona: Baseado em estudos de ultradianos ciclos de energia que duram cerca de 90 minutos.
Minha experiência: Excelente para tarefas que exigem concentração profunda. As pausas maiores ajudavam a relaxar de verdade.
Prós: Favorece imersão; pausas regeneradoras.
Contras: Difícil de encaixar em agendas cheias de reuniões.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐
Método 3 – Micro-pauses (1–2 min a cada 10–15 min)
Como funciona: Pausas curtíssimas e frequentes para alongar, beber água ou descansar os olhos.
Minha experiência: Ótimo para manter corpo ativo, mas não substitui pausas maiores.
Prós: Fácil de aplicar em qualquer contexto.
Contras: Não resolve fadiga mental mais intensa.
Nota: ⭐⭐⭐☆☆
Método 4 – Pausa ativa (alongamento, caminhada, exercícios leves)
Como funciona: Em vez de ficar no celular ou sentado, a pausa é usada para movimento físico.
Minha experiência: Melhorou disposição e reduziu dores no pescoço, mas exigia mais disciplina.
Prós: Benefícios físicos imediatos; energia renovada.
Contras: Requer espaço e tempo extra.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆
Método 5 – Pausa de recuperação (20 min sem telas)
Como funciona: Desconectar completamente de telas, olhando para longe, respirando ou meditando.
Minha experiência: Perfeito para recarregar a mente em dias estressantes. O desafio foi resistir a checar notificações.
Prós: Descanso real para mente e olhos.
Contras: Exige autocontrole para não cair no celular.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆
O 90/15 foi o que mais funcionou para mim: blocos longos o suficiente para entrar no “estado de fluxo” e pausas que realmente descansavam corpo e mente. Mas o mais importante que aprendi foi que pausa não é perda de tempo — é investimento na qualidade do trabalho.
Se você quer começar amanhã, escolha um método que pareça viável para sua rotina e teste por uma semana. O segredo não é seguir a técnica perfeita, mas encontrar o equilíbrio entre esforço e recuperação.
Checklist para aplicar amanhã
- Escolha 1 método de pausa para testar
- Defina um timer (no celular ou app)
- Planeje o que fazer nas pausas (alongar, beber água, respirar)
- Anote como se sentiu ao fim do dia

