“Você não fez nada hoje?”
Fiz sim: me escutei.
Descansei.
Em um mundo obcecado por produtividade, o descanso virou quase um pecado. Dormir bem, fazer uma pausa, não responder mensagens no fim de semana… tudo isso parece sinal de fraqueza, preguiça ou “falta de vontade”. Mas e se o descanso for justamente o que mantém tudo de pé?
Descansar também é trabalho
Pense em atletas. Nenhum deles treina o tempo todo. O descanso faz parte da performance — sem ele, o corpo quebra, e o resultado não vem.
Por que, então, com a mente seria diferente? Ideias não nascem da exaustão. Clareza não aparece no meio do caos. E criatividade precisa de tempo ocioso, de devaneio, de espaço.
Trabalhar demais, sem pausa, é um jeito certo de produzir menos (e viver pior).
Fazer acontecer não é fazer tudo, sempre
Tem dias que acontecem por dentro. Em que a gente não publica nada, não entrega nada, não marca reunião — mas algo se acomoda, amadurece, assenta.
Aqui, já falamos sobre como a pausa virou parte do processo criativo, e também sobre pequenas rotinas que salvam grandes projetos. Descansar é uma dessas rotinas. Talvez a mais essencial.
O descanso é presença
Descansar não é só deitar no sofá. É poder estar inteiro onde se está. É sair do modo resposta e entrar no modo escuta. É silenciar o excesso para ouvir o que importa.
Às vezes, isso vem num cochilo. Às vezes, numa caminhada sem destino. Ou num domingo sem notificações.
Trabalhar menos não é trabalhar menos sério
Buscar ritmos mais sustentáveis, com pausas reais e dias mais equilibrados, não é “relaxar demais”. É entender que o corpo e a mente não são máquinas.
Cada vez mais, profissionais têm repensado a lógica do excesso. Entendem que trabalhar com profundidade exige espaço, e que estar presente faz diferença — não só nos resultados, mas na forma como se vive. Escolher projetos com propósito, respeitar os próprios limites e cultivar pausas como parte da rotina tem deixado de ser exceção para virar critério.
Se a gente quer continuar fazendo acontecer — com sentido, saúde e consistência — a gente precisa descansar. Não como prêmio, mas como parte do caminho.
Porque às vezes, o que mais precisamos fazer… é parar.

