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E se morar for mais sobre circular do que fixar?

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Durante muito tempo, morar foi sinônimo de plantar raízes.
Um CEP. Um contrato de aluguel (ou financiamento). Um sofá que não sai mais dali. Uma cozinha com armários sob medida. Um futuro que começa quando a gente para.

Mas… e se morar for outra coisa?

E se morar não for sobre fixar, mas sobre circular?
Sobre sentir-se em casa em mais de um lugar. Ou, quem sabe, em nenhum e mesmo assim, estar bem.

Essa é uma pergunta que ecoa em quem vive em movimento. E também em quem tem sentido que o antigo modelo de moradia já não abriga quem a gente está se tornando.

A casa como estado (e não só como lugar)

Tem gente que sente que mora onde nasceu.
Outros moram onde amam. Outros ainda moram onde cabem.

Mas tem quem more em trânsito.
Quem more nos rituais, nos afetos que carrega, no notebook que abre sobre qualquer mesa de café.

Pra essa gente (talvez você, talvez a gente) morar é mais um estado do que um endereço.

A mochila virou morada

Com a expansão do trabalho remoto e da vida nômade, surgiu uma nova forma de habitar o mundo: leve, temporária, mutável.

Nesse contexto:

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  • Um Airbnb vira lar por um mês
  • Um coworking vira ponto de encontro fixo
  • A mochila carrega sua rotina
  • A internet te ancora no trabalho e o resto é adaptação

E quando tudo é transitório, a pergunta muda:
o que me faz sentir em casa, mesmo fora dela?

Raízes móveis (e não superficiais)

Viver em movimento não significa viver superficialmente.
Dá, sim, pra criar laços mesmo sem permanência.
Dá pra morar sem ter um lar fixo. Dá pra ser profundo mesmo sendo leve.

É só mudar a métrica.

A intensidade pode substituir a duração.
A presença pode ser mais importante que a posse.
A conexão pode acontecer mesmo em passagens curtas.

E quando dá vontade de ficar?

Também vale.
Porque morar em movimento não é sobre estar sempre indo é sobre ter o direito de escolher.

Às vezes, o corpo pede pouso. Às vezes, a mente pede janela nova.
E morar passa a ser esse equilíbrio entre permanecer e seguir.

Talvez a casa não seja mais onde estão nossas coisas, mas onde a gente se sente inteira(o).
Talvez morar não seja sobre ter endereço fixo, mas sobre encontrar lugar dentro da própria vida.

E tudo bem se esse lugar mudar de tempos em tempos.
A gente acredita que é possível morar em muitas partes ao longo do caminho — e todas elas podem ser verdadeiras.

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