Notícias Recentes

Copyright © 2025
Trupe.cc All Right Reserved.

Ficar offline não é fugir: é reaprender a estar

Compartilhe

Tópicos

Vivemos no automático. Do momento em que acordamos ao último scroll antes de dormir, tudo parece nos empurrar para dentro da tela. São notificações, mensagens, feeds infinitos. E, no meio disso tudo, o tempo vai escorrendo enquanto a mente pula de aba em aba.

É nesse contexto que ficar offline começa a parecer um gesto radical. Mas e se não for? E se, ao contrário do que se pensa, desconectar não for uma fuga do mundo, e sim uma volta para ele?

O silêncio que incomoda (e cura)

No início, pode ser desconfortável. Silenciar notificações, fechar abas, desinstalar aplicativos. O silêncio que vem depois disso pode assustar. Ele revela o que estava abafado: o tédio, a ansiedade, a inquietação. Mas também revela o que estava esquecido: o tempo, a atenção, o corpo.

Ficar offline não é sobre se isolar. É sobre reaprender a estar. Com você. Com quem está ao seu redor. Com o que está acontecendo agora e não no próximo story.

O tempo ganha outra textura

Sem as âncoras digitais, o tempo passa diferente. Um café demora mais para acabar. Uma caminhada não precisa ser registrada. Uma conversa pode fluir sem interrupções. A vida desacelera, não porque perdeu ritmo, mas porque recuperou cadência.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Muita gente relata que só depois de sair do ciclo vicioso do consumo de conteúdo é que conseguiu criar algo novo, ler um livro até o fim, ouvir uma música prestando atenção na letra. Pequenas coisas, que antes pareciam grandes conquistas. Mas que, na verdade, são só o básico quando a presença é plena.

Reaprender a estar onde o corpo já está

Desconectar é, muitas vezes, a única forma de conectar de verdade. Com as pessoas. Com os lugares. Com você mesmo. É voltar a perceber o cheiro do que se cozinha, a luz que entra pela janela, a textura da rua sob os pés.

Estar offline não precisa ser um retiro na montanha. Pode ser um fim de semana com o celular em modo avião. Um fim de tarde sem Wi-Fi. Um passeio sem câmera. Um jantar sem checar o grupo do trabalho.

Ficar offline como prática cotidiana

Não se trata de negar a tecnologia. Ela está aí, e facilita muita coisa. Mas, em vez de sermos consumidos por ela, podemos escolher quando e como usar. A escolha pelo offline, mesmo que por algumas horas ao dia, pode ser um lembrete constante de que existe vida – real, viva, presente – do lado de fora da tela.

Ficar offline não é fuga. É coragem. É presença. É um jeito de lembrar que você está aqui. Inteiro.

PUBLICIDADE

offlinese

Leia Também

Últimos

Siga a Trupe na estrada

PUBLICIDADE

Leia também