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Como ler mais em uma rotina nômade (ou caótica)

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Ler é uma prática silenciosa que pede tempo — exatamente o que parece faltar quando estamos vivendo entre deslocamentos, deadlines e cafés com Wi-Fi instável. Se você trabalha remoto, vive viajando (ou sente que a vida anda meio caótica), sabe que manter uma rotina de leitura pode parecer impossível. Mas a boa notícia é: não é. Só exige um outro tipo de presença.

Aqui, reunimos ideias práticas (e humanas) para cultivar o hábito da leitura mesmo em movimento. Seja você um nômade digital, uma pessoa em transição ou alguém tentando desacelerar no meio do furacão.

1. Leitura como ritual (não como meta)

Troque o “ler X livros por mês” por “ler X minutos por dia”. Um número de páginas pode virar cobrança. Já um tempo de presença pode se transformar em cuidado. Que tal começar o dia com 15 minutos de leitura antes de abrir o e-mail? Ou encerrar a noite com um conto ao invés de uma série?

Crie pequenos rituais de leitura no seu cotidiano nômade: durante o café da manhã, no voo, no transporte entre cidades, na espera do embarque. O importante é criar espaço — ainda que breve — para esse encontro.

2. Escolha o formato que cabe no seu caminho

Nem todo livro precisa ser físico e pesado. Quem vive com a mochila nas costas pode explorar alternativas como:

  • E-readers (como Kindle ou Kobo): leves, práticos, com bateria que dura semanas e sem distrações de notificações.
  • Audiobooks: ótimos para longos deslocamentos, caminhadas ou momentos em que os olhos precisam descansar.
  • PDFs e ePubs: para quem lê no celular ou tablet.

Cada formato pode se encaixar melhor em diferentes momentos da sua jornada. O importante é manter o conteúdo acessível.

3. Tenha sempre um livro “à mão”

Uma dica simples e poderosa: sempre tenha um livro (ou arquivo) disponível offline no seu dispositivo. Sabe aquele tempo perdido na fila do check-in, no carro esperando alguém, ou em dias de Wi-Fi intermitente? Eles viram minutos de leitura, e minutos viram capítulos.

Deixe um título mais leve salvo para emergências: crônicas, contos, poesia. Obras que você possa entrar e sair sem perder o fio.

4. Crie microclimas de leitura

Ambientes fazem diferença. Uma rede sob uma árvore, a mesa de um café silencioso, um fone com ruído branco. Escolher onde e como você lê pode mudar tudo.

Quem vive em deslocamento pode não ter um canto fixo, mas pode criar atmosferas. Às vezes, basta colocar um som instrumental e um chá do lado para convencer o corpo a parar.

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5. Leitura como pausa (não obrigação)

A leitura precisa deixar de ser mais uma tarefa na sua to-do list. Quando ela vira pausa, o corpo agradece. Você sai da lógica da produtividade e entra na lógica da presença. E isso muda tudo.

Mesmo que você só consiga ler 3 páginas por dia, isso já é leitura. Não existe leitura pequena — existe conexão ou não.

6. Crie uma lista de desejos (realista)

Todo leitor tem sua wishlist infinita, mas quando a gente vive viajando ou com o tempo curto, ela pode gerar ansiedade. Escolha 3 livros por estação. Ou um por mês. Torne a escolha viável e prazerosa.

E lembre-se: você pode abandonar um livro no meio se ele não fizer sentido agora. Nem todo livro é pra toda fase.

7. Compartilhe suas leituras

A leitura pode ser uma prática solitária, mas falar sobre o que você leu pode criar conexões. Compartilhe no seu blog, em grupos do WhatsApp, newsletters ou até na Remotar (onde o papo vai além do trabalho remoto!).

Trocar impressões sobre livros fortalece o hábito. E às vezes, o incentivo vem de quem menos se espera.

8. Dica bônus: comece com o que te chama

Não escolha o que “deveria” ler. Escolha o que te pega pelo título, pela sinopse, pela capa. Leitura por impulso também vale. A gente só mantém um hábito quando ele nos move — não quando nos cobra.

Ler mais em uma rotina nômade ou caótica não é sobre controle. É sobre criar brechas. Brechas no tempo, no espaço e na mente. Se você conseguir fazer da leitura um espaço de descanso (e não de cobrança), ela vai te acompanhar até nos dias mais turbulentos.

E o melhor: a cada livro, você se ancora. Mesmo em movimento.

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